Exame de bioimpedância em São José dos Campos

A bioimpedância (bioimpedanciometria) mede a composição do seu corpo: quanto do peso é músculo, quanto é gordura e quanto é água. Na Clínica Nering, em São José dos Campos, o exame é feito no InBody 770, aparelho multifrequencial que mede cada segmento do corpo separadamente. O resultado sai na hora, com laudo médico.

Quem faz e quem interpreta

Dr. Gilberto Nering Jr., médico do esporte

O exame é feito na clínica e o laudo é do Dr. Gilberto Nering Jr., médico do esporte (CRM-SP 160822, RQE 142486). A leitura é o que dá sentido ao número: o mesmo percentual de gordura significa coisas diferentes para um corredor de 25 anos e para uma mulher de 55 que vem perdendo massa muscular. A bioimpedância pode ser feita sozinha ou dentro da avaliação de medicina do esporte, de nutrologia e do tratamento de emagrecimento, em geral no mesmo dia da calorimetria indireta. O consultório fica em São José dos Campos, na Rua Carlos Maria Auricchio, 70, sala 1102.

O que a bioimpedância mostra

A balança diz quanto você pesa. A bioimpedância diz do que esse peso é feito. O relatório traz massa muscular e gordura no corpo inteiro e por segmento (braços, pernas e tronco), água dentro e fora das células e a relação entre as duas, o ângulo de fase, que é um indicador da qualidade da massa magra, e uma estimativa da taxa metabólica basal.

Na prática, isso responde perguntas que a balança esconde. Quem faz dieta está perdendo gordura ou músculo? O treino está construindo massa magra onde deveria? Um lado do corpo ficou mais fraco depois de uma lesão? Existe retenção de líquido? Cada exame vira um ponto na sua linha de evolução, e é a comparação entre eles que orienta o que fazer a seguir.

Como funciona o exame

Uma corrente elétrica de intensidade muito baixa, imperceptível, percorre o corpo pelos eletrodos das mãos e dos pés. O músculo, rico em água, conduz bem; a gordura resiste. O aparelho mede essa resistência em várias frequências e calcula os compartimentos do corpo. Você fica em pé, descalço, segurando os eletrodos por cerca de um minuto. Com a explicação do resultado, o exame todo leva uns quinze minutos. Não dói e não usa radiação.

Como se preparar

O preparo existe para que o resultado seja confiável e comparável com o próximo. Fique sem comer por 3 a 4 horas antes (água pode). Não treine nas 12 horas anteriores e não beba álcool nas 24 horas anteriores. Vá ao banheiro antes do exame e retire relógio, pulseiras e outros objetos de metal. Mulheres: se possível, evite o período menstrual, porque a retenção de líquido altera a leitura. Quando for repetir, tente manter as mesmas condições, de preferência no mesmo horário.

Quem usa marca-passo ou desfibrilador implantado não deve fazer o exame. Na gestação ele também não é indicado, porque os valores de referência não se aplicam.

Perguntas frequentes

Preciso de pedido médico para fazer bioimpedância?

Não. Basta agendar. O laudo médico já faz parte do exame.

Balança de academia ou de farmácia dá o mesmo resultado?

Não. A maioria dessas balanças usa só dois ou quatro eletrodos nos pés e estima o resto por fórmula, o que gera variações grandes de um dia para o outro. O InBody 770 mede braços, pernas e tronco separadamente, em várias frequências, e é por isso que serve para acompanhar evolução.

De quanto em quanto tempo devo repetir?

Em geral a cada 6 a 12 semanas, tempo suficiente para o corpo mudar de forma mensurável. Repetir com o mesmo preparo e no mesmo horário torna a comparação confiável.

Quanto tempo leva e quando sai o resultado?

A medição leva cerca de um minuto. O resultado é impresso na hora e explicado em seguida, com laudo médico.

Quem não pode fazer?

Pessoas com marca-passo ou desfibrilador implantado. Gestantes também não devem fazer, porque as referências do exame não valem para a gravidez.

Referências

  • Kyle UG et al. Bioelectrical impedance analysis, part I: review of principles and methods. Clinical Nutrition, 2004. Disponível em pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15380917.
  • Kyle UG et al. Bioelectrical impedance analysis, part II: utilization in clinical practice. Clinical Nutrition, 2004. Disponível em pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15556267.
  • Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Disponível em abeso.org.br.
  • Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Disponível em sbmee.org.br.

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