{"id":253,"date":"2026-11-08T09:00:00","date_gmt":"2026-11-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/?p=253"},"modified":"2026-10-19T16:34:23","modified_gmt":"2026-10-19T16:34:23","slug":"dor-lombar-core-treino-de-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/medicina-do-esporte\/dor-lombar-core-treino-de-forca\/","title":{"rendered":"Dor lombar: fortalecer o core resolve? Pode treinar pesado?"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p><strong>Pontos Principais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A dor lombar sem uma les\u00e3o grave por tr\u00e1s, chamada de inespec\u00edfica, \u00e9 comum, e o tratamento come\u00e7a pelo movimento.<\/li>\n<li>Exerc\u00edcio reduz a dor lombar cr\u00f4nica, e isso j\u00e1 foi testado em centenas de estudos.<\/li>\n<li>N\u00e3o existe um exerc\u00edcio m\u00e1gico. Pilates, treino de for\u00e7a, exerc\u00edcios de core e aer\u00f3bico funcionam, e o melhor \u00e9 o que voc\u00ea consegue manter.<\/li>\n<li>Treino de for\u00e7a, inclusive o levantamento terra, pode fazer parte da recupera\u00e7\u00e3o, com carga progressiva e orienta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Altera\u00e7\u00f5es no exame de imagem s\u00e3o muito comuns em quem n\u00e3o sente dor, e nem sempre explicam o sintoma.<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<p>Fortalecer o core ajuda na dor lombar, mas n\u00e3o mais do que outros exerc\u00edcios, e o treino pesado, inclusive o levantamento terra, pode entrar na recupera\u00e7\u00e3o com orienta\u00e7\u00e3o. Pelos dados do estudo Carga Global de Doen\u00e7as, a dor lombar \u00e9 a principal causa de incapacidade no mundo h\u00e1 pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas. Quase todo mundo conhece algu\u00e9m que j\u00e1 \u201ctravou as costas\u201d, e muita gente vive com medo de que a dor volte a qualquer movimento.<\/p>\n<p>Junto com a dor v\u00eam os conselhos: ficar de repouso, fortalecer o core, nunca levantar peso com a coluna dobrada, parar de treinar pesado, e nem todos se sustentam. Vou passar pelo que os estudos mostram sobre cada um, pensando em quem treina ou quer voltar a treinar.<\/p>\n<h2>Quando a dor n\u00e3o tem uma causa grave<\/h2>\n<p>Quando n\u00e3o existe uma les\u00e3o grave ou uma doen\u00e7a por tr\u00e1s que explique a dor, ela \u00e9 chamada de <strong>inespec\u00edfica<\/strong>, e esse tipo de dor lombar \u00e9 muito comum. A dor \u00e9 real e pode atrapalhar bastante, mas n\u00e3o costuma ser sinal de dano s\u00e9rio na coluna.<\/p>\n<p>Existe uma parcela pequena de casos que precisa de investiga\u00e7\u00e3o. Uma revis\u00e3o que analisou os sinais de alerta mais usados mostrou que muitos deles ajudam pouco, mas alguns pesam bastante. Para c\u00e2ncer, o sinal mais importante \u00e9 ter hist\u00f3ria de c\u00e2ncer. Para fratura, contam a idade mais avan\u00e7ada, o uso prolongado de corticoide, um trauma forte, um hematoma ou ralado nas costas e, principalmente, a presen\u00e7a de v\u00e1rios desses sinais ao mesmo tempo. Alguns sintomas pedem avalia\u00e7\u00e3o no mesmo dia:<\/p>\n<ul>\n<li>perda de controle da urina ou das fezes;<\/li>\n<li>dorm\u00eancia na regi\u00e3o entre as pernas;<\/li>\n<li>fraqueza que vai piorando em uma ou nas duas pernas;<\/li>\n<li>dor nas costas com febre.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fora dessas situa\u00e7\u00f5es, quase sempre o tratamento come\u00e7a pelo movimento. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o atleta com menos de 20 anos e dor que piora ao arquear as costas para tr\u00e1s. Uma revis\u00e3o de 2022 mostra que a espondil\u00f3lise, uma fratura por estresse na v\u00e9rtebra, \u00e9 comum em quem faz gin\u00e1stica, mergulho, luta ou levantamento de peso, e esse atleta precisa de avalia\u00e7\u00e3o antes de voltar a treinar. Para quem corre, reuni os sinais que pedem consulta no post sobre <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/medicina-do-esporte\/dor-na-corrida-quando-procurar-medico\/\">dor na corrida e quando procurar m\u00e9dico<\/a>.<\/p>\n<h2>Ficar parado n\u00e3o ajuda<\/h2>\n<p>Durante muito tempo, o repouso foi a principal recomenda\u00e7\u00e3o para a dor lombar. Uma revis\u00e3o Cochrane comparou a orienta\u00e7\u00e3o de ficar de repouso na cama com a de se manter ativo. Na dor lombar aguda, quem foi orientado a <strong>se manter ativo<\/strong> teve um pouco menos de dor e um pouco mais de fun\u00e7\u00e3o no dia a dia. Na ci\u00e1tica, a diferen\u00e7a entre as duas orienta\u00e7\u00f5es foi pequena ou nenhuma.<\/p>\n<p>As diretrizes atuais v\u00e3o na mesma linha. Um artigo da s\u00e9rie da revista The Lancet sobre dor lombar resumiu as recomenda\u00e7\u00f5es: come\u00e7ar por tratamentos sem rem\u00e9dio, com orienta\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio paciente se cuidar e voltar \u00e0s atividades normais e ao exerc\u00edcio, e usar com prud\u00eancia rem\u00e9dios, exames de imagem e cirurgia. Os autores tamb\u00e9m apontaram que, no mundo todo, ainda se usa repouso, exames de imagem, opioides, infiltra\u00e7\u00f5es e cirurgia al\u00e9m do que as evid\u00eancias recomendam.<\/p>\n<p>Se mexer dentro do que a dor permite traz um pouco mais de al\u00edvio do que o repouso. Caminhar, manter as tarefas do dia e adaptar o treino costuma ser melhor do que ficar deitado esperando a dor passar.<\/p>\n<h2>Exame de imagem: altera\u00e7\u00f5es comuns em quem n\u00e3o tem dor<\/h2>\n<p>Muita gente com dor lombar faz uma resson\u00e2ncia e sai assustada com o laudo: desidrata\u00e7\u00e3o discal, abaulamento, protrus\u00e3o. S\u00f3 que essas altera\u00e7\u00f5es aparecem tamb\u00e9m em quem n\u00e3o sente nada.<\/p>\n<p>Quando pesquisadores juntaram exames de mais de 3 mil pessoas sem dor nas costas, as altera\u00e7\u00f5es apareceram com muita frequ\u00eancia. A degenera\u00e7\u00e3o do disco apareceu em 37% das pessoas de 20 anos e em 96% das de 80 anos. O abaulamento do disco apareceu em 30% aos 20 anos e em 84% aos 80. Os autores conclu\u00edram que muitas dessas altera\u00e7\u00f5es provavelmente <strong>fazem parte do envelhecimento normal<\/strong> e n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com dor.<\/p>\n<p>Por isso, o exame de imagem n\u00e3o \u00e9 o primeiro passo na maioria dos casos. Ele entra quando h\u00e1 sinal de alerta, quando h\u00e1 perda de for\u00e7a ou altera\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, ou quando a dor n\u00e3o segue o caminho esperado. E o laudo sempre precisa ser lido junto com a hist\u00f3ria e o exame f\u00edsico.<\/p>\n<h2>Exerc\u00edcio funciona, e o tipo importa menos do que parece<\/h2>\n<p>Uma revis\u00e3o Cochrane de 2021 sobre exerc\u00edcio na dor lombar cr\u00f4nica juntou 249 estudos. Comparado a nenhum tratamento ou ao cuidado habitual, o exerc\u00edcio reduziu a dor em <strong>cerca de 15 pontos<\/strong> numa escala de 0 a 100, uma diferen\u00e7a que os autores consideram importante para o paciente. A melhora na fun\u00e7\u00e3o do dia a dia tamb\u00e9m apareceu, mas foi menor e ficou abaixo do que os autores consideram importante.<\/p>\n<p>Duas grandes an\u00e1lises compararam os tipos de exerc\u00edcio entre si na dor lombar cr\u00f4nica. Em uma delas, com 89 estudos, o Pilates foi o mais prov\u00e1vel de ser o melhor para a dor, e o treino de for\u00e7a e os exerc\u00edcios de estabiliza\u00e7\u00e3o, para a fun\u00e7\u00e3o. O treino de for\u00e7a e o aer\u00f3bico tamb\u00e9m se destacaram na sa\u00fade mental. Alongamento sozinho e o m\u00e9todo McKenzie n\u00e3o foram diferentes de n\u00e3o fazer nada para dor e fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A outra an\u00e1lise, com 118 estudos, chegou a um resultado parecido: Pilates, treino de for\u00e7a, exerc\u00edcios de core e pr\u00e1ticas corpo-mente ficaram entre os melhores. Os programas que mais funcionaram tinham pelo menos 1 a 2 sess\u00f5es por semana de Pilates ou treino de for\u00e7a, e sess\u00f5es de menos de 60 minutos de core, for\u00e7a ou pr\u00e1ticas corpo-mente.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre os bons tipos de exerc\u00edcio \u00e9 pequena, e o melhor programa \u00e9 o que voc\u00ea gosta, consegue fazer com regularidade e vai progredindo com o tempo. No aer\u00f3bico, organizar a intensidade por <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/medicina-do-esporte\/zona-2-zonas-de-treino\/\">zonas de treino<\/a> ajuda a progredir sem exagerar.<\/p>\n<h2>Fortalecer o core resolve a dor lombar?<\/h2>\n<p>Core \u00e9 o conjunto de m\u00fasculos que estabiliza o tronco: abdominais, m\u00fasculos das costas, gl\u00fateos, diafragma e assoalho p\u00e9lvico. Por muitos anos, a ideia foi de que a dor lombar vinha de um core fraco ou mal ativado, e que a solu\u00e7\u00e3o era treinar esses m\u00fasculos de forma espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Os exerc\u00edcios de controle motor, que focam na ativa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos profundos do tronco, foram avaliados numa revis\u00e3o Cochrane. Eles funcionaram melhor do que uma interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima, mas <strong>n\u00e3o foram melhores<\/strong> do que outros tipos de exerc\u00edcio. Os autores conclu\u00edram que a escolha do exerc\u00edcio provavelmente deve depender da prefer\u00eancia do paciente e do profissional, da forma\u00e7\u00e3o do profissional, do custo e da seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>Pode treinar pesado com dor lombar?<\/h2>\n<p>Muita gente para de treinar for\u00e7a quando tem dor lombar, com medo de piorar. Um estudo com 70 pessoas com dor lombar recorrente testou isso, comparando dois programas de 8 semanas, ambos com orienta\u00e7\u00e3o sobre dor. Um grupo fez exerc\u00edcios de controle motor com carga baixa. O outro treinou o levantamento terra com carga alta. Os dois grupos melhoraram a dor, a for\u00e7a e a resist\u00eancia, e <strong>n\u00e3o houve diferen\u00e7a na dor<\/strong> entre eles. O grupo de controle motor melhorou mais nas atividades do dia a dia e no controle do movimento.<\/p>\n<p>O mesmo grupo de pesquisadores analisou quem mais se beneficiou do levantamento terra. Foram as pessoas que come\u00e7aram com menos dor, menos limita\u00e7\u00e3o e mais resist\u00eancia nos m\u00fasculos que sustentam as costas. O treino foi supervisionado por um fisioterapeuta com experi\u00eancia em levantamento de peso.<\/p>\n<p>Quem gosta de treinar n\u00e3o precisa abandonar a carga alta durante a recupera\u00e7\u00e3o, desde que tenha orienta\u00e7\u00e3o, como no estudo. Quando a dor ainda est\u00e1 forte, faz sentido come\u00e7ar com cargas menores e exerc\u00edcios que fortalecem as costas e o quadril, e ir subindo a carga conforme a dor permite. O mesmo treino de for\u00e7a tamb\u00e9m ajuda quem quer <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/emagrecimento\/emagrecer-sem-perder-massa-muscular\/\">emagrecer sem perder m\u00fasculo<\/a>.<\/p>\n<h2>Levantar peso com a coluna dobrada \u00e9 proibido?<\/h2>\n<p>\u201cNunca dobre a coluna para levantar peso\u201d \u00e9 um dos conselhos mais repetidos. Uma revis\u00e3o de 2020 testou essa ideia: se dobrar mais a coluna lombar ao levantar peso aumenta o risco de dor. A evid\u00eancia, de baixa qualidade, n\u00e3o encontrou essa rela\u00e7\u00e3o: dobrar mais a coluna <strong>n\u00e3o foi fator de risco<\/strong> para ter ou manter a dor, e n\u00e3o diferenciou quem tinha de quem n\u00e3o tinha dor. Na maior parte dos estudos, n\u00e3o houve diferen\u00e7a entre os grupos.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica continua importando no treino, porque ajuda a progredir a carga com controle. S\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 motivo para p\u00e2nico se a coluna arredondar um pouco ao levantar algo: os estudos n\u00e3o mostraram que isso cause dor.<\/p>\n<h2>Como voltar a treinar depois de uma crise<\/h2>\n<p>Para quem treina e teve uma crise de dor lombar sem sinais de alerta, a volta costuma funcionar melhor em etapas. Esta \u00e9 a sequ\u00eancia que eu recomendo:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>Nos primeiros dias, mantenha caminhadas e as tarefas do dia, dentro do que a dor permite.<\/li>\n<li>Volte ao treino com menos carga e menos volume, come\u00e7ando pelos exerc\u00edcios que n\u00e3o aumentam a dor.<\/li>\n<li>Inclua exerc\u00edcios para costas, quadril e abdome, como pontes, pranchas e varia\u00e7\u00f5es de levantamento com pouca carga.<\/li>\n<li>Suba a carga aos poucos, de semana em semana, e observe como as costas respondem no dia seguinte. \u00c9 a mesma l\u00f3gica de progress\u00e3o da <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/blog\/medicina-do-esporte\/canelite-por-que-doi-como-voltar-a-correr\/\">volta \u00e0 corrida depois da canelite<\/a>.<\/li>\n<li>Uma dor leve durante o treino, que passa logo depois, n\u00e3o \u00e9 motivo para parar. Dor que aumenta a cada sess\u00e3o ou que desce para a perna \u00e9 motivo para reavaliar.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>D\u00e1 para prevenir as crises?<\/h2>\n<p>Uma revis\u00e3o com 21 estudos e mais de 30 mil pessoas avaliou o que previne a dor lombar. Exerc\u00edcio combinado com orienta\u00e7\u00e3o <strong>reduziu em 45%<\/strong> o risco de ter um epis\u00f3dio de dor lombar. Exerc\u00edcio sozinho tamb\u00e9m pareceu ajudar (redu\u00e7\u00e3o de 35%), mas com evid\u00eancia de qualidade mais baixa. Orienta\u00e7\u00e3o sozinha, cinta lombar e palmilha n\u00e3o preveniram a dor.<\/p>\n<figure>\n<img src=\"\/blog\/wp-content\/uploads\/lombar-prevencao.svg\" alt=\"Gr\u00e1fico da revis\u00e3o de Steffens com 21 estudos e mais de 30 mil pessoas: exerc\u00edcio com orienta\u00e7\u00e3o reduziu em 45% o risco de um epis\u00f3dio de dor lombar e exerc\u00edcio sozinho reduziu em 35%; orienta\u00e7\u00e3o sozinha, cinta lombar e palmilha n\u00e3o tiveram efeito.\" width=\"640\" height=\"440\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"><figcaption>\nPara prevenir crises de dor lombar, o exerc\u00edcio funcionou. Orienta\u00e7\u00e3o sozinha, cinta e palmilha, n\u00e3o.<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Resumo: o que fazer com a dor lombar<\/h2>\n<p>A dor lombar sem causa grave \u00e9 comum, e o tratamento come\u00e7a pelo movimento. Exerc\u00edcio funciona, e o tipo importa menos do que a regularidade: Pilates, for\u00e7a, core e aer\u00f3bico s\u00e3o boas op\u00e7\u00f5es. Treinar pesado pode fazer parte da recupera\u00e7\u00e3o, com carga progressiva, e dobrar a coluna ao levantar peso n\u00e3o se mostrou fator de risco. Para prevenir crises, exerc\u00edcio funcionou; cinta, palmilha e orienta\u00e7\u00e3o sozinha, n\u00e3o. E alguns sinais de alerta pedem avalia\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Coluna em movimento, e um abra\u00e7o proceis!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>M\u00e9dico respons\u00e1vel:<\/strong> <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/sobre\/\">Dr.\u00a0Gilberto Nering Junior<\/a>, <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/medicina-do-esporte\/\">m\u00e9dico do esporte<\/a>, CRM-SP 160822, RQE 142486 (Medicina do Esporte).<\/p>\n<p><small>Este texto n\u00e3o foi patrocinado, \u00e9 informativo e n\u00e3o substitui a avalia\u00e7\u00e3o individual. D\u00favidas sobre o conte\u00fado: <a href=\"https:\/\/clinicanering.com\/contato\/\">contato da cl\u00ednica<\/a>.<\/small><\/p>\n<p>Foto da capa: <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/photos\/woman-performing-a-plank-exercise-on-a-yoga-mat-mgC52hk8TeU\">Margaret Young<\/a> no Unsplash.<\/p>\n<div class=\"nering-faq\">\n<h2>Perguntas r\u00e1pidas sobre dor lombar e treino<\/h2>\n<h3>Com dor lombar, \u00e9 melhor ficar de repouso?<\/h3>\n<p>Na dor lombar aguda, se manter ativo traz um pouco mais de al\u00edvio e melhor fun\u00e7\u00e3o do que ficar de repouso na cama. O ideal \u00e9 se mexer dentro do que a dor permite e adaptar o treino.<\/p>\n<h3>Qual o melhor exerc\u00edcio para dor lombar?<\/h3>\n<p>Pilates, treino de for\u00e7a, exerc\u00edcios de core e aer\u00f3bico funcionam. A diferen\u00e7a entre eles \u00e9 pequena, e o melhor \u00e9 o que voc\u00ea consegue fazer com regularidade e progredir com o tempo.<\/p>\n<h3>Fortalecer o core resolve a dor lombar?<\/h3>\n<p>Ajuda, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o. Exerc\u00edcios espec\u00edficos de core funcionaram melhor do que uma interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima, mas n\u00e3o foram melhores do que outros tipos de exerc\u00edcio.<\/p>\n<h3>Posso fazer levantamento terra com dor lombar?<\/h3>\n<p>Pode entrar no tratamento, com orienta\u00e7\u00e3o e carga progressiva. Num estudo, o levantamento terra melhorou a dor tanto quanto exerc\u00edcios de controle motor, e funcionou melhor em quem come\u00e7ou com menos dor e mais resist\u00eancia nas costas.<\/p>\n<h3>Quando a dor lombar precisa de exame ou avalia\u00e7\u00e3o urgente?<\/h3>\n<p>Perda de controle da urina ou das fezes, dorm\u00eancia na regi\u00e3o entre as pernas, fraqueza que piora nas pernas ou dor nas costas com febre pedem avalia\u00e7\u00e3o no mesmo dia. Hist\u00f3ria de c\u00e2ncer, trauma forte ou uso prolongado de corticoide pedem uma consulta para investigar. Nos outros casos, o exame de imagem raramente \u00e9 o primeiro passo.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<ol type=\"1\">\n<li>Aasa B, Berglund L, Michaelson P, et al.\u00a0Individualized low-load motor control exercises and education versus a high-load lifting exercise and education to improve activity, pain intensity, and physical performance in patients with low back pain: a randomized controlled trial. <em>J Orthop Sports Phys Ther<\/em>. 2015;45(2):77-85. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.2519\/jospt.2015.5021\">doi:10.2519\/jospt.2015.5021<\/a><\/li>\n<li>Berglund L, Aasa B, Hellqvist J, et al.\u00a0Which Patients With Low Back Pain Benefit From Deadlift Training? <em>J Strength Cond Res<\/em>. 2015;29(7):1803-11. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1519\/JSC.0000000000000837\">doi:10.1519\/JSC.0000000000000837<\/a><\/li>\n<li>Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, et al.\u00a0Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. <em>AJNR Am J Neuroradiol<\/em>. 2015;36(4):811-6. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3174\/ajnr.A4173\">doi:10.3174\/ajnr.A4173<\/a><\/li>\n<li>Dahm KT, Brurberg KG, Jamtvedt G, et al.\u00a0Advice to rest in bed versus advice to stay active for acute low-back pain and sciatica. <em>Cochrane Database Syst Rev<\/em>. 2010;(6):CD007612. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/14651858.CD007612.pub2\">doi:10.1002\/14651858.CD007612.pub2<\/a><\/li>\n<li>Downie A, Williams CM, Henschke N, et al.\u00a0Red flags to screen for malignancy and fracture in patients with low back pain: systematic review. <em>BMJ<\/em>. 2013;347:f7095. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1136\/bmj.f7095\">doi:10.1136\/bmj.f7095<\/a><\/li>\n<li>Fern\u00e1ndez-Rodr\u00edguez R, \u00c1lvarez-Bueno C, Cavero-Redondo I, et al.\u00a0Best Exercise Options for Reducing Pain and Disability in Adults With Chronic Low Back Pain: Pilates, Strength, Core-Based, and Mind-Body. 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Global, regional, and national burden of low back pain, 1990-2020, its attributable risk factors, and projections to 2050: a systematic analysis of the Global Burden of Disease Study 2021. <em>Lancet Rheumatol<\/em>. 2023;5(6):e316-e329. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/S2665-9913(23)00098-X\">doi:10.1016\/S2665-9913(23)00098-X<\/a><\/li>\n<li>Hayden JA, Ellis J, Ogilvie R, et al.\u00a0Exercise therapy for chronic low back pain. <em>Cochrane Database Syst Rev<\/em>. 2021;9(9):CD009790. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/14651858.CD009790.pub2\">doi:10.1002\/14651858.CD009790.pub2<\/a><\/li>\n<li>Mohile NV, Kuczmarski AS, Lee D, et al.\u00a0Spondylolysis and Isthmic Spondylolisthesis: A Guide to Diagnosis and Management. <em>J Am Board Fam Med<\/em>. 2022;35(6):1204-1216. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3122\/jabfm.2022.220130R1\">doi:10.3122\/jabfm.2022.220130R1<\/a><\/li>\n<li>Owen PJ, Miller CT, Mundell NL, et al.\u00a0Which specific modes of exercise training are most effective for treating low back pain? Network meta-analysis. <em>Br J Sports Med<\/em>. 2020;54(21):1279-1287. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1136\/bjsports-2019-100886\">doi:10.1136\/bjsports-2019-100886<\/a><\/li>\n<li>Saraceni N, Kent P, Ng L, et al.\u00a0To Flex or Not to Flex? Is There a Relationship Between Lumbar Spine Flexion During Lifting and Low Back Pain? A Systematic Review With Meta-analysis. <em>J Orthop Sports Phys Ther<\/em>. 2020;50(3):121-130. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.2519\/jospt.2020.9218\">doi:10.2519\/jospt.2020.9218<\/a><\/li>\n<li>Saragiotto BT, Maher CG, Yamato TP, et al.\u00a0Motor control exercise for chronic non-specific low-back pain. <em>Cochrane Database Syst Rev<\/em>. 2016;(1):CD012004. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/14651858.CD012004\">doi:10.1002\/14651858.CD012004<\/a><\/li>\n<li>Steffens D, Maher CG, Pereira LS, et al.\u00a0Prevention of Low Back Pain: A Systematic Review and Meta-analysis. <em>JAMA Intern Med<\/em>. 2016;176(2):199-208. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1001\/jamainternmed.2015.7431\">doi:10.1001\/jamainternmed.2015.7431<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\": \"https:\/\/schema.org\", \"@type\": \"FAQPage\", \"mainEntity\": [{\"@type\": \"Question\", \"name\": \"Com dor lombar, \u00e9 melhor ficar de repouso?\", \"acceptedAnswer\": {\"@type\": \"Answer\", \"text\": \"Na dor lombar aguda, se manter ativo traz um pouco mais de al\u00edvio e melhor fun\u00e7\u00e3o do que ficar de repouso na cama. 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